Esta Jornada é um convite para uma verdadeira viagem aos territórios reconhecidos, conhecidos e até desconhecidos do mundo das sensações corporais, dos sentimentos, dos pensamentos e das emoções.
O quadro harmoniosamente estruturado da Terapia Morfoanalítica transmite a segurança necessária para explorar todas as partes do mundo interno a partir do corpo.
Ao longo do processo terapêutico, o paciente se torna um experiente explorador dos territórios do consciente e do inconsciente.
Através do material clínico e teórico, este tema nos convida a entender como se constitui o corpo-próprio, desde as fontes da imagem do corpo, ou seja, desde as primeiras sensações na vida intra-uterina até a imagem individualizada e separada.
As técnicas utilizadas na Terapia Morfoanalítica são primordiais para esse percurso e nos convidam a refletir sobre:
- Como atravessar os espaços de solidão primária sem o toque referencial do terapeuta?
- Como vencer os frios polares sem o calor das mãos?
- Como refazer fronteiras a não ser com a massagem e sensação da pele?
- Como se por em pé e em marcha sem o trabalho postural das cadeias musculares estáticas e dinâmicas?
A importância do Eu corporal e da imagem do corpo na construção da identidade tem sido conceituada desde Freud por muitos autores como: Françoise Dolto, Françoise Mézières, Gerda Alexander, Didier Anzieu, Albert Ciccone e Serge Peyrot.
A partir dos trabalhos apresentados nesta Jornada poderemos ver como a Terapia Morfoanalítica se apóia e integra esses conceitos. |